quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Página virada na vida... Novos horizontes!!!


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao fim... se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerramos ciclos, fechamos portas, terminamos capítulos. NÃO importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


"...Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!"

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Última Carta...

Naquela noite de céu azul-marinho, o tempo se desdobrava intenso, se tornando mais parecido com o infinito. Eu tinha um lapso de memória, uma lembrança de algo que ainda não aconteceu. Quase uma saudade do futuro. Foi um encontro. Eu achava que era quase destino.
E se, você escreve que destino é a consequência de um ato, digo que tanto destino, quanto ato, podem designar viagens. O local de destino se descobre colocando em ato o desejo.

Se você escreve em outra carta, recuando de seu desejo e de sua responsabilidade com nosso encontro, dizendo que destino é uma entidade misteriosa que determina as vicissitudes da vida, digo que a verdade toda nos é vedada, mas tocamos algo dela, quando colocamos em movimento esse silêncio que nos petrifica.

Tomo as rédeas da minha vida, mas não sem lembrar de você, principalmente nas horas de descanso, onde não consigo tirá-lo da cabeça. Acho que é porque não está na cabeça. Está em meu corpo, por meu sangue, abraçado com minha alma, debaixo de meu vestido.

Mas, o tempo é igualmente proporcional à vontade e interferência da gente. Quando esquecemos dele, as coisas se perdem esmaecidas e vacilantes dentro do coração da memória. Tenho me lembrado de você com uma distância maior do que antes. A forma leviana e um tanto covarde como conduziu aquilo que era tão puro e sincero, faz com que as coisas se evaporem cada dia mais. Mesmo assim, escrevo nossa história, um tanto angustiada, por perceber, que só para mim ela foi única e radical. Ainda assim, escrevo.

Escrevo, porque quando encontrei você, o tempo se tornou troca. Um vai e vem intimista e minuncioso de olhares certeiros, como na música de Adoniran Barbosa e Oswaldo Moles. Qualquer dúvida que eu carregasse ficou para trás, depois que eu senti seus olhos cheios de poesia e fúria adormecida.

Andei silenciosa pelo mundo uma semana. Calada pela pureza do encontro. Sem tônica de expressão. Atônita. Entorpecida pela maravilha do desconhecido que nunca tive antes vontade de descobrir. Descoberta, tentei passar despercebida pelo desejo mas não teve jeito. Tentei ser dura como rocha mas me deu defeito. Fiz o possível para parecer desleixo. Derrapei no rompante. Refiz os versos da canção que esperva ser composta. Expandi a melodia singular tirando-a num solfejo.

Agora, percebo quieta o som do desejo.
Desarmada e vulnerável, escrevo no vazio dos dias a surpresa de perceber que não era comigo, que não era para mim.
Sem reticências.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010



"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança,
Todo mundo é composto de mudança.
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança.
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem, se algum houve, a saudade."

(Camões)

sábado, 11 de setembro de 2010

Quando a gente se apaixona

Paixão é para se viver. Para se entregar. Para sofrer. Para gozar. Para rir e chorar. Para sentir uma infinidade de inexplicáveis sensações, umas boas, outras ruins. Frio na espinha, embrulho no estômago, desejo ensadecido, medo de ser traído, tonturas, arrepios, tremores. Paixão provoca visões: fogos de artifício, finais trágicos, cataclismas, véus, grinaldas, tempestades ou dias de sol, independentemente do que está acontecendo no mundo lá fora. Paixão é feito montanha-russa. É necessário tomar alguma precaução para evitar danos irreversíveis. No mais, é para se arriscar. Ou para se desistir dela.


Porque "meias paixões", assim como "meias borboletas", não servem para deixar a gente nas nuvens!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010


O mundo é realmente um lugar perigoso e obviamente há situações nas quais tememos. Mas ficar apavorado alguma vez nos protegeu de qualquer coisa?!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Poderosa marca da Amizade.

Lembro do último ano da faculdade, que foi muito difícil. No quinto ano de psicologia estávamos todos cansandos com a rotina de visitas clínicas, reuniões, aulas extras. Felizmente faltavam poucas semanas para o fim do ano e o fim do curso. Depois, a formatura com suas festas tradicionais, antes de iniciar o novo clico de vida.

Percebemos, então, que havia um clima estranho entre nós, como se os sentimentos estivessem embaralhados. E estavam. Foi quando um colega, estressadíssimo, entrou na sala de estágio proferindo palavras de desabafo, todas impublicáveis. Outro colega, então, fez um comentário lento e profundo: "Sabe, vou sentir muita falta de seu mau humor, meu caro."
O riso foi geral e o primeiro colega teve que aguentar muita gozação. Mas depois nos detivemos a pensar se seria mesmo possível sentir falta do mau humor de alguém. É claro que não era da cara de azedo que o colega estava portando naquele momento que sentiríamos falta. Era dele. Com todas as qualidades e defeitos que ele e todos nós temos. Seu desabafo naquele momento não era só seu, era de todos nós, pois ele era um de nós. Alguém do grupo, da tribo que tinha passado cinco anos junta, estudando, sonhando, brincando, jogando truco, tomando cerveja.
Seis anos que, quando se tem 20 e poucos, parecem muito mais. Entramos calouros ingênuos, felizes, mas excitados com a expectativa do curso de psicologia que começava. Estávamos saindo psicologos, também ingênuos, também alegres, e também excitados com a expectativa da vida pela frente.

Nesse tempo experimentei o espírito de coleguismo verdadeiro. Eu estava feliz com o fim de curso e com o começo de uma nova vida, mas como faria para viver sem a presença da amizade constante deles? Eles estavam indo embora, todos estávamos. Alguns ficariam na cidade, outros não. A tribo, enfim, estava se espalhando pelo planeta.
Agora era cada um por si.
Não sei onde está a maioria de meus amigos. Não sei se tiveram carreiras brilhantes, se casaram, quantas vidas ajudaram. Talvez alguns já tenham partido definitivamente. Mas, por outro lado, sei, sim, onde eles estão. Em minha memória, e em um canto especial do meu coração. Que bom que eu tenho de quem sentir saudades, de quem lembrar e a quem agradecer por ter feito parte de minha história e por me ajudar a ser quem hoje sou, este conjunto de retalhos da vida que passou... e que segue.