sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Às vezes, o melhor a fazer é não pensar, apenas se deixar levar pelo embalo doce que as emoções nos trazem a todo instante. Não saber dessa mania (des)humana de querer uma lógica para tudo. Nem tudo precisa ser estudado ou explicado. Estamos aqui para sentir e a gente só aprende a sentir sentindo. Pode soar meio confuso, mas é tão simples. Não precisa ter medo, um sentimento bonito só pode nos fazer bem. Gostar de alguém, desde que a gente se goste, não detona o coração.
Ei, não precisa ficar com o pé atrás ou receosa, sentir não é pecado. A gente precisa ter coragem e força para vencer obstáculos, subir os pequenos degraus que vão nos levar até onde for preciso. Não fica com essa cara de assustada.
Olha, as coisas não são tão lindas como nos livros, mas garanto que são muito mais verdadeiras.
Ei, respira fundo. Manda todos os fantasmas embora. Se não deu certo com outras pessoas outras vezes não quer dizer que agora vai ser igual. Então, você me pergunta: por que agora é diferente? E eu te respondo, de peito aberto: porque sempre tem alguém disposto a te fazer feliz.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Somos Tão Jovens ...
Descomplique seu passado, para que possa descomplicar seu presente.
Você não pode mudar o que aconteceu, mas pode alterar a interpretação que faz dos eventos. Quase sempre, as coisas não foram tão más quanto pensamos, mas nossa visão as torna assim, e inviabilizamos nosso presente e destruímos nosso futuro.
Ainda que tenhamos tido um passado terrível, a forma como enfocamos o que houve e como reagimos no presente pode converter as tragédias de ontem em trampolim para a glória do amanhã.
Seja bom consigo, um pouco ao menos. No mínimo, seja justo: quem errou tem direito a tentar de novo, experimentar diferente, aprender e se tornar melhor.
A auto-martirização não o levará a lugar nenhum - dá-lhe uma sensação de justiça feita, mas, em verdade, é a pior das injustiças, porque somente com o bem que se faz paga-se realmente pelo mal que se fez; e você não poderá fazer o bem, enquanto se mantém fixado à imagem de má pessoa.
sábado, 9 de março de 2013
Brincar de Viver!
Vamos brincar de tratar a realidade? Ela também adoece, muitas vezes, por sua causa. Ela vai se tornando um espaço turvo, sem muitas saídas, com muita poeira e desolação. Vida perfeita? Não há um ser humano que tenha. E tem graça a perfeição? Viver sem surpresas? Debruçar-se no estático? Deve ser totalmente sem graça. E é por isto que Deus preparou essa linha sinuosa, cheia de altos e baixos. Uma maneira de nos fazer ter lições que nos levem a aprender a sermos quem optamos.
Dizem aos quatro cantos que paciência tem limites? (E TEM MESMO!!) Então, ponha limites nessa falta de iniciativa, nessa busca de problemas, nesse pensamento negativo. Faça tudo diferente, eu hoje comecei escovando os dentes pelo lado oposto do que costumo, pode parecer pouco para você, mas as mudanças vem com as pequenas práticas, o importante é o começo, o resto é você quem trata.
Hoje é dia de exercitar a saúde da sua realidade, chega de deixa-la acamada!
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Afinidade...
"A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente. (...)
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.(...)
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.(...)
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.(...)
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.(...)"
(Arthur da Távola)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Coisas de filme que eu gostaria de fazer.
Trocar a cor do cabelo apenas passando a mão nele (Witchcraft), pedalar até levantar vôo (E.T.), beijar o Colin Firth (Bridget Jones), entrar dentro de um livro (Neverending Story), voltar ao passado (Peggy Sue), ir ao futuro (Back to the Future), passar um dia pirando muito na cidade com meus melhores amigos (Ferris Bueller’s day off), ser linda e ryca (Clueless), voltar ao segundo grau e fazer tudo diferente (Never Been Kissed), estar no segundo grau e matar todo mundo (Carrie), ter a Cher como mãe (Mermaids), ser Scarlett O’Hara (Gone with the Wind), ter o elixir da vida eterna (Death Becomes Her), comer bolo vestida de renda chantilly (Marie Antoinette), pegar Harrison Ford na sua melhor fase (Star Wars), entrar no pensamento de outra pessoa (Being John Malkovich), comer tomates verdes fritos no Whistlestop café (Green Fried Tomatoes), ter um professor realmente inspirador (Dead Poets Society), encher a cara dos inimigo tudo de porrada (Karate Kid), salvar um monte de pessoas (Schindler’s List), apagar coisas e pessoas da minha memória (Eternal Shine of the Spotless Mind), estar grávida de João Carlos Prestes e ter o filho no Brasil (Olga).
they’ll forgive anything but greatness
E aí chega o dia em que você precisa aceitar a real: que a sua melhor forma de ganhar certas discussões é se retirando delas. Os seus argumentos podem até ser melhores, só que eles não convencem. Nem sempre a verdade é convincente. E nessa hora, para poupar tempo, retórica e economizar humilhação, você pega o seu banquinho e sai de fininho. Esperando que notem porque, de certa maneira, aí está a sua única vitória possível. Mas você sabe que não vão notar a sua ausência. Até porque talvez você já estivesse ausente sem perceber. Talvez seus interlocutores tenham saído antes, muito antes de você se dar conta de que não havia mais discussão alguma e você esteve falando sozinho esse tempo todo.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O que aprendi em 2012
E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.
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